Quase tudo que ocorre em uma célula, seja ela animal, vegetal ou até mesmo microbiana, envolve pelo menos uma proteína. A própria denominação que essas moléculas complexas receberam já indica sua grande importância para a manutenção e propagação da vida: o termo proteína vem do grego e significa o mais importante.
As proteínas, assim como os polissacarídeos são polímeros de peso molecular geralmente muito elevado. Elas estão presentes em todos os organismos vivos, onde atuam em diferentes papéis. Dentre eles podemos destacar:
Proteínas estruturais

Muitas proteínas constituem estruturas de suporte que fornecem proteção ou resistência a estruturas biológicas. É o exemplo do colágeno, presente em tecidos de sustentação como cartilagens, pele, ossos e dentes e da queratina, presente no cabelo, nos pêlos e nas unhas.

Proteínas transportadoras

Essas proteínas são muito úteis no transporte de íons e moléculas de um órgão para outro. É o caso da hemoglobina, que transporta oxigênio do pulmão para os tecidos e das lipoproteínas, transportadoras de lipídeos entre o intestino, o fígado e o tecido adiposo.

Proteínas de defesa

Defendem os organismos contra a invasão de outras espécies ou os protegem de ferimentos.Compreendem a trombina e o fibrinogênio, indispensáveis no processo de coagulação sangüínea e os anticorpos.

Proteínas nutrientes

Muitas sementes (de milho, trigo e arroz, por exemplo), armazenam proteínas que servem como nutriente para o vegetal. A ovoalbumina, principal proteína do ovo e a caseína, proteína do leite, também pertencem a essa classe.

Enzimas

As enzimas constituem uma classe muito especial de proteínas e assumem grande importância na área de alimentos. Pertencentes ao conjunto mais numeroso e variado de proteínas, as enzimas são moléculas que aceleram (catalisam) reações que, sem ela, ocorreriam muito lentamente no organismo. Um exemplo bastante fácil de ser compreendido é o da amilase salivar, presente na saliva e responsável pelo início da digestão do amido proveniente dos alimentos.

Podemos encontrar um número inimaginável grande de proteínas em um único ser vivo. Estima-se que uma única célula humana contenha cerca de 9000 proteínas distintas !!! A mesma estimativa diz que o corpo humano seria formado por, aproximadamente, 100.000 proteínas diferentes !!!

Como é possível existir um número tão grande de moléculas ??
A resposta para essa pergunta vem do estudo da composição das proteínas...

Como vimos, as proteínas assemelham-se aos polissacarídeos por serem polímeros. a diferença está nas unidades formadoras: enquanto os polissacarídeos são formados por monossacarídeos, as proteínas são formadas pelos AMINOÁCIDOS. Os constituintes das proteínas são assim denominados porque apresentam tanto o grupo funcional carcterístico das aminas, quanto o grupo que caracteriza os ácidos carboxílicos (passe o mouse sobre a figura ao lado).

A figura acima representa a estrutura geral dos aminoácidos (a única exceção à essa estrutura é o aminoácido prolina). Como podemos observar, além do -COOH e do -NH2, os aminoácidos apresentam um grupo aqui representado por R, também ligado ao carbono alfa, e que é responsável pela diferenciação entre os aminoácidos.

Apenas 20 aminoácidos são utilizados na "construção" de proteínas. Isso torna-se incrível se pensarmos que apenas 20 aminoácidos são responsáveis pela existência de milhares de proteínas diferentes!!!
Vejamos como isso é possível:

Os aminoácidos ligam-se entre si através das chamadas ligações peptídicas. Elas são equivalentes às ligações glicosídicas nos polissacarídeos, uma vez que também promovem a liberação de uma molécula de água. As moléculas resultantes da união de aminoácidos são denominadas peptídeos. À semelhança da nomenclatura utilizada para os carboidratos, a união de 2 a 10 aminoácidos dá origem a um oligopeptídeo, enquanto a união de mais de 10 aminoácidos origina um polipeptídeo. Clique no link abaixo e veja o exemplo da formação de uma ligação petídica entre dois aminoácidos quaisquer:

   
 
 
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